“A competitividade Açoreana tem que transparecer a nível Internacional” – Filipe Costa

94
UDPM-Kent-Open
Da esq. p/ dir.: Duarte Mendes, Filipe Costa, Fábio Simões e José Garcia | Foto ©Filipe Costa

A falta de competições da vertente MOS (Minigolf Open Standart) levou a equipa açoreana a procurar novas aventuras. Decidimos saber como foi esta nova experiência e para isso estivemos à conversa com Filipe Costa, capitão e jogador da União Desportiva Praiense Minigolfe (UDPM), clube que representou Portugal no Kent Open 2018.

1. O que mais gostaram nesta experiência e o que trazem de mais positivo da mesma?
A que mais importante de realçar nesta experiência é sem dúvida chegar a Londres e perceber tudo o que o Minigolfe tem de melhor, uma excelente família de jogadores de diferentes clube, devidamente identificada com a vertente MOS que apesar de serem referências de top Mundial são verdadeiros amigos fora dos greens.

Kent Open 2018 | Foto ©Welsh Minigolf Club

Outro facto não menos importante foi a apresentação do nosso clube União Desportiva Praiense Minigolfe no panorama Internacional.

Atletas portugueses nas ‘bancadas’ do Kent Open 2018 | Foto ©Sean Homer

2. Quais foram as principais dificuldades que encontraram?
As principais dificuldades são a questão logística (consequentemente maiores custos) e a questão laboral (para jogar 3 dias em Inglaterra tivemos de ter uma viajem de 6 dias) o que impossibilitou a participação do actual Campeão Regional João Tomé ou por exemplo Rui Aguiar (3º Classificado da Algarve Tour 2017).

Já nas senhoras, a Cláudia Vieira, melhor atleta feminina de 2018 também não nos tem conseguido acompanhar pelas mesmas razões.

A competitividade Açoreana tem que transparecer a nível Internacional, este é um dos nossos principais objectivos e a participação em diversas provas vai ajudar-nos a ser melhores no futuro além de dar oportunidades a todos os jogadores do União Desportiva Praiense de jogar ao mais alto nível.

3. Gostaria de deixar alguma mensagem a quem se pretende iniciar nesta vertente do Minigolfe?
A vertente MOS no panorama Nacional nem vale a pena comentar, pela simples razão que não existe.

… não achamos que a Federação Portuguesa de Minigolfe esteja a agir da melhor forma.

Estamos fartos (desculpem a expressão mas é a realidade) de tentar junto do actual presidente da Federação, tal como tentamos com o presidente anterior, criar um simples Open de Portugal na vertente MOS, mas tal deve ser uma medida impossível de implementar, pois ao ignorar uma vertente de Minigolfe reconhecida não achamos que a Federação Portuguesa de Minigolfe esteja a agir da melhor forma.

Relembramos que esta vertente foi oficialmente aprovada pela WMF (Federação Mundial de Minigolfe) em 2007, a fim de fortalecer e melhorar a posição da modalidade no panorama Mundial e até aos dias de hoje totalmente ignorada em Portugal.

A posição do UDPM é clara, não volta a inscrever o clube nem qualquer jogador até que seja tomada outra posição por parte da Federação Portuguesa de Minigolfe sobre o assunto.

Enviam-nos muitas mensagens de jogadores de clubes de Portugal Continental que gostariam de experimentar a vertente MOS, ainda agora em Inglaterra vários jogadores nos perguntaram, quando é o vosso Open de MOS em Portugal e a minha resposta foi muito simples, “não existe”.

4. Em Portugal há poucas competições de MOS. Já tem em vista a próxima competição em que vão participar?
A nulidade de competições MOS (à excepção das 6 provas dos Açores) levou-nos a um prisma Internacional que será uma aposta a continuar.

Obrigados a planear cada evento com maior antecedência nada nos impede de voar um pouco mais alto e jogar nos melhores “greens” da modalidade e os com os melhores jogadores da Europa.

Após algumas conversas e trocas de galhardetes, estamos convidados para 4 possíveis participações são elas, Open da Irlanda, Open de Italia e Open da Republica Checa, ou o Campeonato do Mundo a jogar em Hastings (Sul da Inglaterra) são todos destinos a ponderar nos próximos anos e de acordo com algumas variáveis (Classificação do Ranking dos Açores 2019 e disponibilidade dos Atletas a participar) decidiremos onde jogar.

Confirmado para já está em Março (24 a 30) um Algarve Tour 2019 por 4 campos MOS no Sul de Portugal (Vilamoura, Albufeira,Alvor e Lagos).