“Há margem de crescimento para esta vertente” – Ananias Quintano

World Adventure Golf Masters 2017, Zaton Holiday Resort in Croatia

No seguimento do anúncio feito à realização do 1º Open de Portugal – MOS, o Minigolfe.pt esteve à conversa com Ananias Quintano, o Presidente da Federação Portuguesa de Minigolfe.

O que levou a Federação Portuguesa de Minigolfe a começar agora a aposta na vertente de MOS?
De algum tempo para cá que, através da página da Federação Mundial e das provas efectuadas por muitos clubes por essa Europa fora, e não só, percebemos começar a haver um interesse crescente por este sistema de Minigolfe. Fizemos alguns contactos visitando vários campos, verificamos a sua utilização por muitos jogadores e um interesse dos vários proprietários em acolher provas. Também teve influência os contactos tidos com os Açores onde há atletas que esperam a abertura de provas neste sistema.

Sabendo que esta não é a mais praticada pelos jogadores em Portugal, vê alguma margem de crescimento para esta vertente nos próximos anos? Quantos praticantes existem em Portugal?
A principal razão em apostar nestas provas é tentar outra forma de captar atletas e clubes. Neste caso, tentar também cobrir mais zonas do território nacional, nomeadamente o Algarve. De momento não sabemos quantos atletas aderem a este sistema. No entanto, há muitos atletas não federados e também há interesse nos atletas federados que normalmente jogam outros sistemas em jogar este. É nossa convicção que há margem de crescimento para esta vertente. Também é nossa convicção que se houver algum sucesso neste sistema isso poderá levar atletas a competir nos outros.

Qual o motivo desta prova de estreia acontecer no campo de Minigolfe de Albufeira? Foram ponderados outros locais?
Foram ponderados outros locais, nomeadamente, Lagos e Porches. No entanto, os proprietários deste campo mostraram de imediato interesse e consegui-se negociar de modo a satisfazer as duas partes. Ficou, também ligado a este contacto, a possibilidade da empresa se candidatar a um evento Europeu ou mundial neste sistema.

No seu entender, enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Minigolfe, qual a principal razão para esta (MOS) não ser uma vertente de destaque no Minigolfe em Portugal?
Provavelmente por ser relativamente nova, por isso, pouco conhecida, não haver muitos campos no país e os que há serem de particulares o que pode, por vezes, vir a dificultar a realização de mais provas de divulgação.