Direito de resposta a notícia “Manuela Pinheiro deixa Costa Nova durante Nacional de Clubes”

95
Minigolfe Porto Foz do Douro

O Minigolfe.pt publicou no dia 7 de maio a notícia “Manuela Pinheiro deixa Costa Nova durante Nacional de Clubes”, que suscitou um pedido de direito de resposta por parte de André Campos, Presidente do Clube de Minigolfe do Porto.

O Minigolfe.pt lamenta que erradamente tenha passado a ideia de que o Clube Minigolfe do Porto seja contra a transferência de jogadores, mais concretamente da atleta do Clube Minigolfe da Costa Nova, Manuela Pinheiro, a título de empréstimo para o Minigolfe Clube de Portugal.

O Clube Minigolfe do Porto em comunicado oficial fez saber a sua posição relativamente a este tema, onde refere que é “completamente favorável a que existam transferências no Minigolfe“, sendo no entanto “completamente contra a transferências apenas para jogar uma prova, ou seja ao regresso imediato ao clube anterior”, como é o caso na transferência da atleta Manuela Pinheiro, que irá regressar ao Clube Minigolfe da Costa Nova no final do Campeonato Nacional de Clubes.

O Minigolfe.pt transcreve a seguir, e na íntegra, o texto que nos foi enviado:

“No passado dia 7 de maio fomos surpreendidos por uma notícia publicada no seu sítio onde era afirmado que: “Segundo apurou o Minigolfe.pt, a transferência da atleta a título de empréstimo para o clube da capital, foi alvo de muita contestação junto do Clube Minigolfe do Porto, que segundo fonte próxima chegou mesmo a tentar impedir que a mesma se concretizasse.”.
Ora, esta afirmação não só não é verdade como é completamente contrária ao que o Clube de Minigolfe sempre defendeu publicamente. Sendo assim passo a esclarecê-lo sobre a posição do Clube de Minigolfe do Porto (CMP) no que diz respeito a transferências no minigolfe:
1) O CMP é completamente favorável a que existam transferências no Minigolfe. Conta inclusive, no seu plantel, com vários Atletas transferidos de outros Clubes, que se mantêm connosco há vários anos.
2) O CMP, há semelhança do que foi entendimento da generalidade dos Clubes Portugueses até aos dias de hoje, é completamente contra a transferências apenas para jogar uma prova, ou seja ao regresso imediato ao clube anterior. Não só o regulamento e a interpretação da federação mundial de minigolfe são claros neste sentido, como o bom senso nos leva a reprovar as chamadas “transferências de conveniência” que não desenvolvem a modalidade, pelo contrário fazem com que os Clubes procurem jogadores noutros clubes em vez de apostarem na formação de novos jogadores e crescimento da modalidade.
3) Materializando o ponto anterior:
a. No passado existiram já transferências entre Clubes, em véspera do CNC. Foi sempre entendimento dos Clubes em Assembleia Geral que os Atletas não poderiam regressar ao seu Clube anterior até ao final da época em curso, de modo a não promover as transferências de muito curto prazo.
b. O Regulamento Geral de Provas diz que “6.4. Em cada época desportiva, um praticante só poderá inscrever-se uma vez como individual e representar no máximo dois Clubes, não podendo participar na mesma Prova inscrito por mais que um Clube.”. Ora o regresso ao Clube anterior pressupõe uma terceira inscrição na Federação Portuguesa de Minigolfe, na mesma época, quando o máximo mencionado é de dois.
c. A Federação Mundial de Minigolfe (WMF), em esclarecimento publicado no seu website diz: “…uma clara violação do espírito das regras em vigor (ex: transferências apenas para a Taça Continental e regresso logo após a Taça) serão punidas.”
Desta forma, é claro que a WMF condena, tal como os Clubes Portugueses sempre fizeram em Assembleia Geral, que hajam transferências de curto prazo para se jogar apenas uma prova.
4) Assim, somos completamente favoráveis à transferência de qualquer atleta de um Clube para outro em vésperas do CNC ou outra prova qualquer, desde que nele permaneçam até ao final da época e preferencialmente por muito mais tempo, demonstrando-se assim um compromisso de longo prazo jogador / clube que em regra caracterizam as relações saudáveis e de desenvolvimento, por oposição às relações mercenárias.
Por fim, deixo uma nota de reprovação por não ter sido efetuada, por vós minigolfe.pt, qualquer validação, junto dos representantes do Clube de Minigolfe do Porto, da informação errada que obteve das suas fontes. E uma chamada de atenção para o facto de notícias com este teor errado apenas contribuem para o não desenvolvimento da modalidade e por isso, em nome do Minigolfe Português, agradecemos que escreva o que tem a certeza que é verdade e sobre o que promove o desenvolvimento da modalidade. E não mentiras e textos que apenas promovem o diz que disse e o clima de crispação na modalidade.”

André Campos
Presidente do Clube de Minigolfe do Porto