“Para mim, o Minigolfe resume-se numa palavra: Paixão!” – Pedro Carvalho

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Pedro Carvalho | Foto ©Tiago Bastos, Vizelgolfe

Federado desde os 10 anos de idade, Pedro Carvalho, um dos maiores nomes do minigolfe nacional aceitou falar com Tiago Bastos, da Vizelgolfe.

Tendo jogado pela primeira vez com apenas 3 anos, esta foi uma paixão que passou de pai para filho. Pedro Carvalho confidenciou alguns dos seus melhores momentos da carreira, de que forma é feita a preparação para as grandes competições e ainda o que espera alcançar num futuro próximo.

Quando e onde jogou pela primeira vez minigolfe?
Comecei a minha “carreira minigolfista” por volta dos 3/4 anos, acompanhando o meu pai que através do Costa e Silva, foi desafiado a entrar no Mundo do Minigolfe, no campo de Minigolfe da Foz, no Porto. Como jogador federado, iniciei o meu percurso com a idade mínima exigida para tal, ou seja, 10 anos.

O que é que o motivou a iniciar-se na modalidade com o intuito de competir ao mais alto nível?
Eu confesso que não tive uma motivação especial, fui “levado” pelo meu pai para o Minigolfe e aprendi a gostar desta modalidade, por sinal a única de todas as que já pratiquei que nunca “abandonei”. Para mim, o Minigolfe resume-se numa palavra: Paixão!

Fala-nos um pouco da preparação dos atletas do Clube MInigolfe do Porto para as provas.
A preparação das provas não é em nada diferente do que, penso eu, os outros clubes fazem: temos treino de conjunto, onde preparamos jogadas, escolhas de bola e preparação de bolas. Dá-mos umas voltas de treino para sistematizar jogadas, mas acima de tudo recolher todas as possíveis falhas que possam ocorrer durante um torneio e corrigi-las em tempo oportuno. O nosso ponto forte tem sido a união, mas acima de tudo, a amizade que une todos os jogadores do clube!

Qual o título mais importante arrecadado em competições de equipas?
Dos que me recordo ter conquistado, a vitória que conquistamos no CNE no campo da Foz. Penso que tenha sido em 2011 ou 2012, agora já não me recordo bem. Pela emoção envolvida, pela competição que tivemos na luta pelo título e pelo sabor ainda mais especial de ter sido conquistado na nossa casa.

Qual o título mais importante arrecadado em competições individuais?
Depois de vários anos a ameaçar o título, com alguns 2º e 3º lugar recordo-me de estar bastante nervoso no arranque da competição mas apesar disso, ter arrancado com um 19 no Mini de Vizela, foi ai que senti que o campeonato estava mais perto que nunca. A emoção da última tacada, ainda hoje não a consigo descrever, mas lembro-me bem de ver o meu pai a correr para mim para me abraçar.

Como se sentiu ao adquirir um dos lugares na equipa nacional do EM 2016 em Vizela?
Era um dos objetivos da época que foi amplamente alcançado. Sendo eu presença regular nos 7 primeiros lugares no nosso campeonato nacional (lugares que dão acesso ao apuramento para as provas internacionais de seleções), era quase uma “obrigação” marcar presença na maior prova da nossa modalidade.

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Pedro Carvalho | Foto ©Tiago Bastos, Vizelgolfe

Quais os objetivos traçados para o EM 2016?
Os meus objetivos passavam por marcar presença nas finais do Stroke Play, tentando melhorar a classificação no europeu anterior no Porto, onde terminei em 19º, não tendo conseguido na altura o apuramento para a “Super-Final”, onde apenas os 15 melhores entram. Como segundo objetivo, tinha o de alcançar as finais do Match Play.

Os resultados arrecadados foram históricos para o minigolfe em Portugal. Fale-nos um pouco da sua prestação durante a prova e dos resultados.
Foi um orgulho imenso ter voltado a representar Portugal na maior prova de seleções. O grupo dos selecionados era excelente (apesar das baixas de última hora que tivemos), a equipa técnica foi soberba no apoio que nos deu durante os dias de treino e durante toda a prova, o staff de apoio à prova foi incansável no suporte.Senti-me confiante, senti que os treinos que tinha feito foram os melhores e só tinha de aplicar durante a prova tudo aquilo que treinei. Novamente: a ajuda dos treinadores foi essencial, e isso notou-se nos resultados que alcançamos, nomeadamente, em termos coletivos, tendo conseguido o melhor resultado de sempre, e individualmente que alcancei um soberbo 6º lugar no Stroke Play.

Quais os objetivos do C.M.P para oa Europa Cup 2018? E o Pedro, tem também os objetivos traçados?
Temos metas ambiciosas para essa competição, novamente em Portugal e com o aliciante extra de ser no nosso campo. No entanto, temos os pés assentes no chão e sabemos que ainda temos de vencer o Campeonato Nacional de Equipas de 2018. Antes disso, temos como objetivo primordial vencer o Campeonato Nacional de Equipas de 2017 e pudermos marcar presença na Europa Cup de 2017, a realizar-se em Algund, na Itália. Individualmente, os objetivos renovam-se automaticamente todos os anos: conseguir um lugar entre os 3 primeiros do Campeonato Nacional Individual, vencer o Campeonato Nacional de Equipas pelo CMP, lutar pela vitória na Taça de Portugal e lutar pelos restantes títulos nas provas que completam o calendário desportivo. A época arrancou em grande com uma vitória numa prova interna do CMP e espero manter este ritmo ao longo da época.

Para terminar, gostaria de deixar agradecimentos a alguém em especial?
O responsável maior pelo sucesso nesta modalidade é forçosamente o meu Pai: pelas horas perdidas a treinar, pela quantidade de vezes que ele me “martelou” a cabeça para que evoluísse todos os dias, por pouco que fosse, pela forma sempre ativa como ele me apoiou. Sempre tive a felicidade de estar rodeado das pessoas certas, e para além do meu Pai, destaco o Gustavo Lamego, vejo-o como um segundo Pai para mim.