À conversa com… Tiago Melo, o mais jovem jogador!

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Tiago Melo Mundial Minigolfe
Foto ©https://www.fb.com/tiago.melo.710

Iniciou-se no minigolfe a Sul do país, mas é no Centro que tem dedicado mais tempo à modalidade.

O Minigolfe.pt esteve à conversa com Tiago Melo antes da sua partida para a Croácia, onde irá jogar a primeira edição do Mundial de Minigolfe para Surdos.

De que forma nasceu esta sua ligação ao Minigolfe? Ainda se lembra da primeira vez que jogou?
Sim, lembro-me muito bem da primeira vez que joguei. Nas minhas férias de Verão ia para o Aldeamento Planalto, em Vilamoura, onde praticava bastante.

Sabemos que este verão está a trabalhar no Clube Minigolfe da Costa Nova. Em que medida este trabalho foi importante para si e para a sua participação nesta prova?
Foi importante porque permitiu conciliar o trabalho com os treinos. Desta forma, consegui preparar-me para a competição.

Ter a companhia de um atleta experiente em competições de minigolfe como o Amadeu Costa foi decisivo para avançar na modalidade?
Sim. Foi um incentivo muito importante pois assim pude trocar experiências com uma pessoa que já tinha muita experiência em competições nacionais.

Além de procurar um bom resultado na Croácia, quais são os seus principais objetivos nesta prova?
Representar bem o meu país, Portugal. Ganhar experiência e conhecer melhor tudo o que envolve a modalidade.

O minigolfe é conhecido por ser um desporto de todos e para todos. Esta é uma modalidade que quer continuar a praticar no futuro? Quais foram as principais barreiras e também apoios que encontrou?
Sim, quero continuar a praticar. A dificuldade de audição que me cansa bastante ao longo do dia, no trabalho também cansava, mas depois nos treinos ajudava a descontrair-me. Agradeço o apoio da Associação Cultural dos Surdos de Águeda (ACSA), da equipa do Clube Minigolfe da Costa Nova (CMCN), e do meu treinador Eduardo Sousa. Também estou muito grato à minha mãe que sempre me acompanhou e apoiou.

Como vê o futuro desta modalidade em Portugal?
Acredito que vai crescer muito em Portugal, porque é uma boa aposta. Já está instalado de norte a sul do país. É uma modalidade em que as famílias podem interagir.

“Gostaria que houvesse mais apoios monetários.”

Este ano será a primeira vez na história do minigolfe que terá um torneio a nível mundial dedicado aos Surdos. Vê como positiva esta preocupação por parte da modalidade? O que mudaria?
É muito positivo pois temos todas as capacidades para a praticar esta modalidade que nos permite valorizar a inclusão na diferença e até a própria deficiência. Gostaria que houvesse mais apoios monetários.

Para terminar, o que diria a outros jovens que pretendem iniciar-se nesta modalidade?
Aconselho vivamente a praticar esta modalidade, pois é transversal a todas idades e pessoas. Para quem gosta de desporto é uma boa opção. Eu sempre pratiquei desporto e desta vez surgiu o minigolfe. É um desporto importante, pois proporciona bem-estar, auto-confiança, exercita o corpo e a mente e é bastante divertido.