Domingos Silva e Carlos Magalhães, respetivamente presidente e vice presidente da Federação Portuguesa de Minigolfe (FPM), eleitos em meados de outubro passado estiveram na última segunda-feira, no programa “Jogo Limpo” da Rádio Vizela, para divulgar as diretrizes, desta nova direção, que vai gerir os destinos da federação até 2020.

O percurso de Domingos Silva e Carlos Magalhães é idêntico, até chegarem à liderança da Federação Portuguesa de Minigolfe. Ambos começaram por acompanhar os filhos, jogadores de minigolfe, no FC Vizela e na Vizelgolfe e como é característico deste desporto, a família é integrada para o apoio e até para o acompanhamento nos treinos e jogos.

Naturalmente, estes dois elementos foram ganhando experiência, integrados nas organizações da Vizelgolfe, e também com a presença no anterior elenco federativo, o que os leva nesta altura aos lugares mais altos da estrutura da Federação Portuguesa de Minigolfe.

O presidente Domingos Silva entende que com todos estes anos sentiu que “tinha condições para avançar para a direção da federação”. Procurou elementos que lhe dessem “garantias de realizar um bom trabalho”. Estrategicamente integrou na sua lista alguns elementos de Vizela, sobretudo na liderança dos vários órgãos, o que “facilita o trabalho e a tomada de decisões”, garante o dirigente.

Já Carlos Magalhães tinha a intenção de se afastar do dirigismo, “devido a outros afazeres”, mas a pedido de Domingos Silva decidiu “embarcar num novo projeto”.

Mudanças para inserir gradualmente

Domingos Silva e Carlos Magalhães lideram um elenco diretivo que pretende “deixar o seu cunho, à frente da federação e tornar a modalidade mais forte ao nível nacional e internacional”. Há um plano de atividades que irá continuar a ser realizado, sobretudo ao nível das competições, mas com o desenrolar do mandato “há mudanças que irão surgir”. Para que as mudanças surjam há a necessidade de alterar os estatutos federativos, por isso esta será uma situação a realização “atempadamente e com ponderação, para não ferir suscetibilidades”.

A dinamização da modalidade é outro dos objetivos, sobretudo potenciar a formação, pois começa a notar-se um “decréscimo dos atletas dos escalões de Juniores, Juvenis e Iniciados, nas provas nacionais”. Já estão no terreno, iniciativas junto das escolas para a captação de jovens atletas.

A realização de um torneio para pessoas com deficiência, consta ainda no plano de atividades.

A projeção do minigolfe, com o esforço para que os media “divulguem mais a modalidade e as suas iniciativas”, será outra aposta desta direção, que estuda ainda a possibilidade de integrar no campeonato nacional, duas novas equipas, uma dos Açores e outra de Barcelos.

A competição na Federação Portuguesa de Minigolfe arranca este fim de semana, com a realização da primeira jornada do Campeonato Nacional, prova a realizar na Foz, no Porto, sendo a Vizelgolfe uma das equipas participantes. Refira-se que para além do Campeonato Nacional Individual, o calendário competitivo da modalidade contempla ainda o Campeonato Nacional, por Equipas e a Taça de Portugal.