Bilhar e Minigolfe: Entrevista com João Fidalgo

Joao Fidalgo

Depois da nossa conversa com Jorge Santos, atleta de referência no minigolfe e também atleta de bilhar, no Desportivo Leça do Balio Pool, decidimos conversar com João Fidalgo. Jogador do Clube Minigolfe da Costa Nova que quando se iniciou no modalidade era jogador federado de bilhar.

Sabemos que quando se iniciou no minigolfe já era praticante federado de bilhar. Ser praticante de bilhar contribuiu para melhorar enquanto jogador de minigolfe?
J.F – Fui praticante federado de bilhar nos meus anos de estudante universitário no Porto. Julgo que adquiri não só capacidade de concentração e auto domínio, mas também muita competitividade.

Vê semelhanças entre as duas modalidades?
J.F – Claramente. A modalidade de bilhar que pratiquei foi a de 3 tabelas. Os equipamentos de jogo são semelhantes: taco e bolas, há obstáculos a ultrapassar, percursos que se idealizam para a bola que é tacada, tabelas a que se pode recorrer e efeitos a transmitir à bola com o taco. Ambas as modalidades exigem capacidade de concentração e capacidade fisica.

Ainda continua a jogar bilhar como federado?
J.F – Infelizmente não. Não há bilhares para a prática de 3 tabelas em Aveiro.

A Lusogolfe, empresa especializada em minigolfe, começou recentemente a patrocinar a equipa Desportiva Leça do Balio Pool? Como vê esta ligação?
J.F – Todos os apoios às modalidades amadores são sempre bem acolhidos. É pena que no nosso país o Estado não cumpra com o seu papel e passe a olhar para estas modalidades de uma forma diferente.

Espera que esta seja uma ligação para manter entre bilhar e minigolfe?
J.F – Tenho muita pena de não poder praticar o bilhar por não haver condições para o fazer. Ainda mantenho o meu taco que já tem mais de 40 anos.